Espetáculo “Menino no meio da rua” terá nova montagem em 2011


"A fome no Brasil não é somente de comida"

A Ação da Cidadania anuncia para este ano a remontagem do musical “Menino no meio da rua”, escrito e dirigido por André Luiz Câmara, após 10 anos de sua primeira encenação. Produzido pela instituição, o espetáculo tem estréia prevista para o próximo semestre, iniciando as apresentações com uma temporada no Centro Cultural Ação da Cidadania (CCAC), na Zona Portuária do Rio.

 

Reunindo um grupo de 65 atores e oito músicos, os ensaios já começaram no CCAC, assim como as oficinas preparatórias do elenco, que incluem aulas de canto, circo, dança, capoeira e confecção de bonecos, entre outras. A nova encenação, batizada de “Menino no meio da rua – Ano X”, tem um elenco formado por crianças e jovens de comunidades do Centro e da Zona Portuária, alguns já atores profissionais, que participaram da primeira montagem – entre eles, Douglas Silva -, e outros se iniciando agora na carreira.

Baseado no livro “Tilico no meio da rua”, de Rubem Rocha Filho, o texto aborda temas como a exclusão social e a exploração do trabalho infantil, a partir do personagem principal, um garoto de uma comunidade pobre que cata lixo para sobreviver. Nesta nova versão, o texto trata também da prostituição infantil, das milícias, da atuação das UPPs e do consumo do crack. A incursão na arte como alternativa para transformar essa realidade é mostrada no espetáculo de forma poética, com muita música, dança, números circenses e teatro de bonecos.

Além da direção geral de André Luiz Câmara, a ficha técnica traz Rosa Magalhães na direção de arte, João Cantiber e André Protásio na direção musical, Duda Maia na direção de movimento, Agnes Moço na preparação vocal e Aurélio de Simoni na iluminação, todos participantes da montagem anterior. Giovanni Targa foi incorporado à equipe e é o responsável pelos figurinos.

Sucesso de público e crítica, em temporadas nos teatros João Caetano e Villa-Lobos, “Menino no meio da rua” foi indicado para o Prêmio Shell na categoria “Especial”, recebeu o prêmio de “Melhor Espetáculo do Ano”, concedido pela Arquidiocese do Rio de Janeiro, e foi considerado um dos 10 melhores espetáculos, pelo Jornal O Globo, em 2002. Trechos da peça foram apresentados no programa “Criança Esperança”, da Rede Globo de Televisão, em uma participação especial, com parte do elenco.

Andréa Barreto andrea@acaodacidadania.com.br
Assessoria de Imprensa

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Sobre o Autor:
Bibiano Alex Rocha – Mineiro nascido em Manhuaçu (a cidade que já foi "um país independente" do Brasil em 1896), é estudante da Teoria Zé Fucim, escritor e palestrante. Foi um revolucionário do Movimento Cívico dos Policiais Militares Mineiros em 1997 (um dos precursores da época – Jornal Estado de Minas, 12/06/97). Publicou pela Scortecci os livros Nos Bastidores da PM – O efeito de um ideal, em 2006, e o Livro Zé Fucim, em 2009. Além da formação em Direito, é Membro da União Brasileira dos Escritores (UBE), possui Curso de Capacitação e Coordenação em Gestão de Políticas Públicas Culturais. Tem seu nome registrado numa cápsula do tempo depositada no jardim do Palácio da Cultura de Manhuaçu, por ter descoberto, na ocasião, a foto panorâmica mais antiga de Manhuaçu em uma cidade do Sul de Minas. Trabalhou como assessor parlamentar no Legislativo Mineiro e na Câmara Federal em prol dos “Filhos de Minas”. Ator voluntário no filme “Sonhos Reais” e idealizador do projeto “Um Conto de Pilão de Réis”.

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